Estação de Bangu, sem data

Estações do Ramal de Santa Cruz

 

 

 

 

 

 

 

A Estrada de Ferro Central do Brasil – inaugurou em 1858 o percurso entre as Estações de D. Pedro II e Cascadura com uma estação intermediária,

Engenho Novo. Em 1859 foram inauguradas as estações de São Cristóvão e Sapopemba (atual Deodoro), onde mais tarde seria o eixo divisório de baldeação entre os Ramais de Santa Cruz e Japeri. Dois anos depois foi inaugurada a estação de São Francisco Xavier, iniciando assim, o serviço regular de trens, em princípio até Cascadura. A inauguração deste trecho ferroviário veio atrair população de baixa renda para ocupação destes espaços. A área rural veio dar lugar a novas moradias, principalmente próximo as estações, aumentando com isto consideravelmente a população do eixo ferroviário.

Os horários dos trens tiveram que se adequar aos horários de trabalho da massa trabalhador e, a proporção que a demanda aumentava, havia necessidade do aumento do número de composições. Como a população se assentava no eixo da estrada de ferro novas estações foram inauguradas no século seguinte como: Engenho de Dentro, Piedade, Rocha, Derby Clube, Sampaio, Quintino, Meyer, Mangueira, Encantado e Madureira.

No dia 2 de dezembro de 1878 foi inaugurada a estação de Campo Grande. A medida que a população foi crescendo na orla da estrada de ferro a especulação imobiliária foi desmembrando terrenos próximos criando novas vias de acesso a linha férrea, expandindo o crescimento em torno das estações principais servidas pelos trens.

A medida que a população do subúrbio vai crescendo as estações em seu entorno vão configurando aglomerações de população, resultando, assim, que o nome da estação acaba sendo ampliado ao bairro que vai surgindo. Este surge sem uma infraestrutura, já que o Estado privilegia a classe dominante das Zonas Norte e Sul com saneamento, serviços públicos, etc., excluindo as massas populares moradoras do subúrbio. Pequenos comércios são estabelecidos para atender a demanda da população. Não existe serviços nem através da administração pública nem privada para atender a esta população, obrigando-a a se deslocar para o Centro para resolver seus problemas imediatos.

A aglomeração de população em torno destas estações não apresentava nenhuma característica urbana, mas sim um local em que as pessoas se recolhiam depois de uma jornada dura de trabalho para ficar junto aos seus familiares, para o repouso e para, no dia seguinte iniciar, de novo, aquele movimento pendular de casa para o trabalho e vice-versa.

Prof. Heleno Getúlio Paulo in Ramal de Santa Cruz: Aspectos do Desenvolvimento Econômico da Cidade do Rio de Janeiro. Monografia apresentado ao CEPOPE/FEUC em 1999.

 

Neste blog abaixo você encontrará informações sobre as histórias das estações. Blog O Rio de Janeiro de Antigamente.

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