História de Campo Grande

PONTOS TURÍSTICOS E HISTÓRICOS

1) PRAIA DA BARRA DE GUARATIBA

Uma das mais bonitas do litoral do Município do Rio de Janeiro, onde também localizamos a Restinga da Marambaia (área Militar), com sua beleza inédita, vegetação característica, areia límpida, água cristalina e mar perigoso.

2) PRAIA DA PEDRA DE GUARATIBA

Praia medicinal, localizada no fim da Estrada da Pedra. Possui a igreja mais antiga da Guanabara, Nossa Senhora do Desterro, construida em 1629.

 

GRUTAS E CAVERNAS

1- Gruta do Vulcão

2- Toca Grande e Toca Pequena (divisa)

3- Gruta de Guaratiba (Pedra de Guaratiba)

4- Gruta dos Marimbondos

De "Vultos e Sombras" de Pedro Goulart Netto - A pedra de antigamente: Distante e Solitária. Uma praia, duas ruas mais compridas, quatro menores em sentido transverso e, além do Luiz Sardinha e Convento, de um lado, e do Morro da Caixa d’água, de outro, que encerravam a àrea "urbana" (vá lá o têrmo), estendia-se a Venda Grande, a Ponta Grossa, o Catruz de Dentro e o de Fora, a Capoeira Grande e o Campo do Saco, com saídas para Campo Grande ou para Ilha. No fim da nossa rua, a principal, hoje Barros de Alarcão e antigamente S. Pedro, que nesse tempo não alcançava a Ponta do Ferreira para ligar-se, pelo Caminho da Capela, à que hoje é Belchior da Fonseca e, nossa época, se chamava Alegria, - no fim da nossa rua, que terminava em frente da Casa do Bernardino Cerrense, havia o Largo do Tapiche, com seu chafariz e os restos, quase estintos do desembargadouro por onde chegava o comércio com Barra de Guaratiba, Sepetiba, Fazenda da Marambaia ou os proveiros portugueses que alí aportavam. Isso, porém, já havia passado e de tudo quanto houve no Trapiche só lhe restava o nome, conservado ao largo.

Havia também, ao longo da rua, uns velhos casarões de caliça e Pedra, já em ruínas em um tempo de maior prosperidade durante o Império e a Escravatura e, ainda mesmo, nos primeiros anos da República".

 

3) PICO DA PEDRA BRANCA

Ponto culminante do Município do Rio de Janeiro, 1024m. A área é muito grande, sumindo por entre os vales, formados por inúmeros morros baixos. É reserva florestal do Estado, estando numa região privilegiada que possui espécies quase extintas das diferentes regiões por onde penetra. Apresenta via de acesso até grande altitude. Um belo panorama. Início, na Praça Mário Valadares, no Rio da Prata.

4) PRAÇA MÁRIO VALADARES

No Rio da Prata. O aspecto é encantador, recanto poético e ambiente tranquilizador. O jardim, a bica d’água, a igreja, o pau-Brasil, o coreto, e tudo mais, formam um conjunto harmonioso.

5) CACHOEIRA DO RIO DA PRATA

Belíssima cachoeira na Serra do Rio da Prata, no final da Estrada da Batalha.

6)CACHOEIRA DO MENDANHA

Estr. Abílio Bastos. Nascente de águas cristalinas. Ali, em 1936, Alberto Lamego localizou vestígio do vulcão. Localizada no Mendanha, numa área onde estão as matas protetoras da parte dos mananciais do abastecimento de água do Sistema Guandu. A Região possui uma floresta natural, típica do Município do Rio de Janeiro, onde se encontram variadíssimas espécies, botânicos e madeira de lei (peroba, canela, jequitibá, etc) que necessitam ser preservadas, pois estão se tornando raros devido a urbanização do Estado. A Floresta da Tijuca, por exemplo, explica o Professor Carlos Bandeira (Preservação e Monumentos Naturais e Históricos) é artificial, ela não representa as flora do Rio de Janeiro, como Mendanha e Pedra Branca. A visão panorâmica é um espetáculo belíssimo.

7) VULCÃO EXTINTO DO MENDANHA

Um local pouco conhecido do carioca, a Serra do Mendanha esconde um antigo vulcão que esteve em atividade a 80 milhões de anos. Inúmeras grutas produzidas pela explosão de bolhas de gases nas vertentes da cratera, apresentam no seu interior veias de pedra - pome, basalta e fonolitros. Num enorme desfiladeiro, aberto pela erosão das águas do Rio Guandu do Sapê, com 9 km de comprimento e desníveis de até 300 metros, estão cascatas e pequenos lagos. Na floresta típica do Município do Rio de Janeiro se encontram variadíssimas espécies botânicos, madeira de lei e uma rica fauna. na parte superior da Serra ainda restam os vestígios de ruínas de fazendas coloniais e até um cemitério de escravos. Na década de 30, Alberto Lamego registrou a existência de uma área na fronteira de um ex-Estado da Guanabara com o antigo Estado do Rio, onde num passado remoto existiu intensa atividade vulcânica. Lamego delimitou a região, na Serra do Mendanha, incluindo a cachoeira e demais terras sem no entanto determinar com exatidão o local do vulcão. Entretanto, na época do IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro (1965), um grupo de pesquisadores do Instituto de Arqueologia Brasileira fez um estudo para localizar o cume vulcânico. Em uma série de prospecções da área, com coleta de amostras mineralógicas, eles conseguiram determinar qual das inúmeras elevações da selva era o extinto vulcão. É o Morro Manoel José um dos pontos característicos da fronteira carioca-fluminense, que apresentava uma imensa bacia no seu cume, tombada em direção a Campo Grande, totalmente coberta de matos. A confirmação pode ser feita através de uma caverna formada pela erosão que deixou a mostra numa imensa bolha de fases, que permanecera encerrada na lava. Além disso, as rochas analisadas pelo Departamento de Produção Mineral do Ministério de Minas e Energia, eram restos de lava solidificada, inclusive rocha típica de área, o "mendanito". O Prof. Carlos Bandeira (Preservação de Monumentos Naturais e Históricos), também já estudou a região e confirma a existência do vulcão. Ele afirma que de longos em longos períodos, gases asfixiantes escapam do seu interior, matando várias centenas de pássaros. Diz ainda, que é difícil afirmar se ele jamais voltará à atividade, pois os vulcões polinésios, após períodos de até mil anos, voltaram repentinamente à função, lançando fogo e lavas sobre as cidades havaianas. Segundo o Professor, a existência do vulcão do Mendanha é confirmada pelos depósitos de pedra-pome, material mineral orginária e produzida pela composição de alta fusão, geralmente encontradas nas vertentes dos vulcões de todo o mundo. Professor Bandeira diz que dentro de sua chaminé nasce um rio - Guandu do Sapé - , que vai desaguar no Rio Gandu. Este rio que provavelmente originou-se cortando algum lençol subterrâneo, poderá vir a ser algum dia o estopim que desflagará toda a energia do seio da terra, afirma profeticamente.

8) Venda da Varanda

Estrada da Barra, próximo ao Largo da Ilha Propriedades particular de Melo Ferreira

Venda caracterizado por seu aspecto tradicional do século passado, numa simplicidade bem rural. Sua demolição foi implodida. Há um processo de tombamento pelo patrimônio Histórico para fins culturais e artístico

9) SÍTIOS SAMBAQUIS

Depósitos antiguíssimos, situados em Guaratiba.

Sítio do Telégrafo - isolado no apicum de Guaratiba.

Sítio do Malhador - situado na faixa de Guaratiba.

Sítio do Capãozinho - ilhado no apicum inundável. Baixada de Guaratiba.

Sítio do Currupira - situado na região limítrofe de Guaratiba.

Sítio do Gentio - trata-se de um dos maiores sítios arqueológicos da região. Possui ocupação pré-histórica tupiguarani, datada pelo C-14, com idade de mais ou menos 970 anos.

10) CHÁCARA DO SR.WERNER HAEBERLE

Estr. Theodoreto de Camargo - Ilha de Guaratiba Propriedade particular.

Exportador de flores (hilicôneas e alpinas). Com 10 a 20 mil flores por temporada, com mais pedidos para atendimento, principalmente em novembro e dezembro, quando o inverno europeu torna maior a demanda. São bananeiras muito usadas em ornamentações tropicais.

11) SÍTIO SANTO ANTÔNIO DA BICA

Propriedade particular do Sr. Burle Max (nome internacionalmente conhecido).

O Sítio Santo Antônio da Bica é a confirmação de uma perfeita harmonia que, através de características próprias, e benfeitoras, atende a várias necessidades profissionais, também pessoais. Ali, encontramos a maior coleção de antúrios, filodendros, orquídeas, etc. Os ripados (estufas de sombras para as mudas), ocupam uma parte considerável do terreno do sítio. Além disso, a casa é o centro de todo o viveiro e da plantação de árvores frutíferas, que se espalham pelos 800m2. A casa é uma construção rural do século XIX. É uma relíquia histórica de Campo Grande. Os principais acréscimos foram deixados a cargo do arquiteto Vit-Olaf Prochmt (1950). A igreja tem o ano de 1946 inscrito na parte frontal (atribui-se esta data à segunda reforma), no pátio da capela nota-se detalhes de arcos romanos.

O pátio é fechado por um lado, o pavilhão de azulejos, e do outro lado da capela. As formas simples e os arcos dão um ar de sobriedade à fachada. Do pátio de pedra, em frente à Capela, entre os pedestais avista-se realmente um centro de arte, de um verdadeiro artista.

12) FAZENDA DO MAJOR ARCHER "FAZENDA DA INDEPENDÊNCIA"

Caminho da Chacrinha, 475-acesso estrada do Cachamorra nº 500 - Propriedade Particular.

Fazenda da Independência, moradia e campo experimental do Major Gomes Archer, o primódio da silvicultura brasileira, foi o berço do reflorestamento da terra carioca e todo o território nacional. Daí partiram as mudas que resplandeceram todos os morros do Maciço da Tijuca. Nasceu na Cidade do Rio de Janeiro, a 21 de outubro de 1821, faleceu em 1905, com 84 anos, na Fazenda da Independência, sendo seu corpo sepultado no Cemitério de Campo Grande. Seus auxiliares: Constantino, Eleutério, Leopoldo, Manoel *Matheus e Maria, seis bravos escravos da Nação. O aspecto da casa conserva-se ainda hoje como ele a deixou. Do açude, apenas o paredão.

A Fazenda da Independência, com suas palmeiras alterosas, algumas ouriçadas do parasitas, é um monumento histórico e natural.

13)FAZENDA DA ITAPUCA

Estrada da Barra de Guaratiba - Km 25. Propriedade particular.

Ao pé do monte, tranquila e repousante entre os seus bananais, frente voltada para o mangue que se deita até a Restinga da Marambaia, lá está a fazenda de Itapuca.

O aspecto físico do seu prédio secular, foi violentado pelo progresso do cimento armado, que não conseguiu desfigurar aquela paisagem acolhedora, do tempo dos engenhos, das vendas de varanda e das saias de renda. No seu engenho de cana, pela sua origem colonial e pelo aspecto inalterado, nos parece sair ainda, a melodia acredoce das senzalas. Mais ao lado, ruínas da capela e muro de seu cemitério. Fazenda da Itapuca é uma das nossas relíquias históricas.

14) FAZENDA MODELO

Estrada do Mato Alto, 3.860 - Guaratiba.

A Fazenda Modelo é a área remanescente de uma Sesmaria que foi doada por D. João VI, a um patriota que fretou um navio em Santos, trazendo soldados para defender a Cidade do Rio de Janeiro contra a invasão dos franceses, que se deu através da região de Guaratiba.

Como símbolo desse fato histórico, ainda estão erguidas as igrejas de Santo Antônio da Bica e de São Salvador do Mundo, onde os franceses pernoitaram e saquearam.

Patrimônio: A área da Fazenda Modelo é aproximadamente 10.000.000m2. No levantamento conservacionista elaborado pelo engenheiro agrônomo Jardel Muniz Nery, em 1947, a área útil da Fazenda foi calculada em cerca de 250 hectares, corresponde 84ha., a parte ocidental é 166 ha. a parte plana do campo. O restante é constituído de alagadiços (mangues e apicus). A Fazenda foi adquirida pela Prefeitura do Distrito Federal à Cia. de Transportes e Carruagens, em 02.08.1907, pelo preço de Rs 48:000$000 (quarenta e oito contos de réis), conforme escritura de compra lavrada em notas do 3º ofício, fls. 10 do livro 782. Não está incluída na área acima citada, a situação conhecida como Represa, que entretanto, também está sob a administração da Fazenda Modelo. Esse imóvel foi adquirido a Eduardo Querino da Silva Araújo e sua mulher, em 09.08.1907, Resultando do desmembramento da Fazenda Santa Leocádia e compreendendo a Cachoeira Manoel Carlos, todo o seu volume d’água, terreno de dez metros em cada uma das suas margens. Atualmente a Fazenda Modelo é ocupada pela Secretaria Estadual de Agricultura e Fundação Leão XIII.

 15) FAZENDA DO ENGENHO NOVO (demolida)

Estr. do Engenho Novo, 51 - Guaratiba. Propriedade particular.

A paisagem do conjunto é extraordinária, enormes paredões de pedra em contraste com a vegetação exuberante. Da casa grande, restam somente alguns paredões que estão envolvidos e profanados pela plantação do bananal.

Triste fim do casarão.

Fazenda do Engenho, um recanto do passado.

16) CASTELO DOS GUIMARÃES

Propriedade Particular. As ruínas destruídas em 1934.

A descoberta de ruínas do que poderia ter sido um castelo ou até mesmo um pequeno forte, numa elevação de 75m, na Ilha de Guaratiba, deixou eufóricos os arqueólogos que visitaram a região, em 1973. Paredes de pedra de até 50 cm de largura, janelas semelhantes às de fortificações do século XVIII e a proximidade de uma construção que parece ter sido ocupada por escravos, vão ocupar os arqueólogos do Instituto de Arqueologia Brasileira que não sabem a que atribuir a preservação "de uma verdadeira jóia", numa área tão devastada como o Município do Rio de Janeiro. Serão pesquisados os descendentes do último proprietário que segundo moradores do local, são da família Guimarães, que fugiu dali quando um filho de uma escrava, que tinha sido maltratado pelo seu senhor, degolou o chefe da família. Um arquiteto determinara a época da construção que tem característica do século XVIII, nas portas e janelas, mas deve ter sido construída em outra época. Estão pesquisando o pomar, a senzala, as cavalariças, o poço, o moinho e a fonte do rio que passa atrás do terreno. Fazenda ou Engenho, possivelmente pertenceu ao Sr. Joaquim Fernandes de Carvalho Guimarães, Sub-Delegado da Polícia do Rio de Janeiro, fazendeiro e lavrador de café, que possuia no local uma fábrica de aguardente. Essa fazenda foi registrada em 1988, pelo Almanaque Lamert. 

17) FAZENDA DA CACHOEIRA

Estrada do Caboclo, 210. Propriedade Particular.

Localizada onde os encantos dos sítios pitorescos se conjugam ao ambiente bem nosso, feito pela natureza e também pela mão do homem. Lugar belíssimo. Entre amendoeiras, mangueiras e outras variedades de árvores, formando um verdadeiro bosque, uma pequena queda d’água se destaca. No ar uma amena temperatura. O ambiente é de pura poesia, sua paisagem é indescritível. Da casa grande pouco resta, infelizmente demolida a pouco tempo. Na época da cultura canavieira, alí funcionou um engenho com destilaria, fornecendo cachaça aos colonos do Rio da Prata. 

18) FAZENDA DA COVANCA

(Recreio dos Motoristas)

Estrada do Magarça, Rua Motorista Manoel Duarte, 1003, situada num dos planaltos da Estrada do Magarça, vamos encontrar a antiga Fazenda da Covanca. Prédio construido no melhor estilo colonial (já sofreu várias reformas), lembra-nos os prédios de fazendas antigas, onde os Senhores Coronéis viviam na opulência e na cruel exploração do homem pelo homem. Para se ter acesso à sede dos Motoristas, primeiro tomamos por uma rua que nos conduz ao portão principal, portão de ferro, no alto do qual lemos as seguintes inscrições: "Centro Beneficiente de Motoristas - Rio de Janeiro - Retiro de São Cristóvão - Fundado em 22 de julho de 1956". Transpomos o portão e a rua prossegue margeada por duas valetas. Já nesse ponto, como se fora uma comissão de recepcionista, uma porção de coqueiros anões margeiam a via de acesso. Chegamos a uma escada de 12 degraus e galgamos um plano mais alto onde uma nova comissão de coqueiros nos conduz até um prédio imponente de dois pavimentos. Aí, pela direita ou pela esquerda, galgamos mais 12 degraus e chegamos a uma bela varanda que circunda todo o prédio, e o nosso olhar se extasia diante da beleza panorâmica que se abre a nossa frente. penetramos nas suas amplas dependências e curvamo-nos ante a autoridade daquela casa que, legada ao abandono vai sucumbindo, com o velho guerreiro sem perder a dignidade. A história dessa fazenda contada pelos moradores, é a seguinte: "A Fazenda pertencia aos padres, e nela existia um túnel que era usado por eles, para irem ao convento da Pedra de Guaratiba. Segundo declaração de Dona Iraci Ramos Heleno, antiga moradora (1913), o quintal ficava na frente da casa e era muito grande. A porteira da fazenda era tão distante que avistavam os adultos no tamanho de crianças. Existem dois poços ao lado da Fazenda, sendo um mais distante que o outro, por este motivo resolveram dar uma limpeza no poço mais próximo, perto do bambuzal. Para a surpresa de todos, ao retirarem a água, encontraram vários ossos humanos. Na ocasião houve muitos comentários, diziam pertencer aos escravos mortos.

19) FAZENDA DO MONTEIRO

(Demolida em 1980)

Estrada do Cantagalo - Monteiro. Propriedade particular.

Excelente exemplar da arquitetura rural. Velho casarão, já demolido, testemunha de uma época solitária e sombria. Mesmo na solidão é belo. O seu pátio, seu muro, o gradil guarda-corpo da sacada da janela, tudo é tão doce e triste. A Fazenda pertencia a família Monteiro Torres.

Alguns descendentes moram em Monteiro. O nosso conhecido Dr. Mário Monteiro Alves Barbosa, bisneto do fazendeiro português. Fazenda do Monteiro... seu ambiente é nostálgico, a qualquer coisa de romântico, cheio de saudade.

20) FAZENDA DO OUTEIRO

Estrada do Viegas - Rio da Prata. Propriedade particular.

Ali a natureza se infiltra em todos os seres. Tudo respira uma poesia imensa. Da antiga varanda, contemplamos ao longo, o anfiteatro natural e grandioso, a ondulação verde das colinas. A casa conserva seu estilo. Algumas reformas do seu interior, mas ainda encontramos no corpo da casa, a sua capela. A muitos anos na fazenda funcionava uma escola primária (Escola do Outeiro), que mais tarde com a mudança recebeu o nome de Escola Cesário Alvim. Fazenda o Outeiro, do velho sapotizeiro, beleza serena, ao mesmo tempo magestosa e suave. 

21) CASA DE FREIRE ALLEMÃO

Estrada Guandu do Sena.

Antiga residência do notável naturalista do século XIX, já bem estragada.

22) MARCO DAS SETE LÉGUAS

Localizado na Avenida Santa Cruz - Santíssimo, na divisa com a XVII RA. Marco de Cantaria, com forma de prisma de base quadrada, encimado por arremate que termina em pirâmide apresentando o nº rebaixado em uma das faces.

23) PONTE COLONIAL

Estrada do Cachamorra, antes da Estrada do Iaraquã. Ponte Colonial, toda de pedra em arco. Seu estilo é parecido ao da Ponte dos Jesuitas em Santa Cruz sendo mais simples. Por cima ela levou asfalto. Só é vista, ao descermos da Estrada, indo para o terreno que margeia a Estrada do Cachamorra, lado direito.

24) IGREJA N.S. DA SAÚDE

Estrada da Vendinha - Barra de Guaratiba.

Pesquisa da Divisão do Patrimônio Histórico do Ex-Estado da Guanabara. Começou, quando estudando a cultura cafeeira da província, leu-se o seguinte: "Envolveu-se o latifundiário nesse comércio peché mignão da época, para tanto, adquirindo a ilha da Marambaia, ponto de desembarque e admiravelmente adequado às embarcações negreiras". O latifundiário era José Joaquim de Souza Breves. Desta igreja avista-se o mar aberto. Nos próprios livros da história assim se referem os autores quanto ao local "pelo mais alto dos montes, quase impraticáveis aos mesmos moradores", o que demonstra a dificuldade de acesso. Inclusive nessa época deve ter sido bem difícil a edificação da guarida neste local. A igrejinha de N.S. da Saúde está localizada bem acima do ancoradouro, o que teria possibilitado uma fiscalização completa dos barcos que entravam e saiam a "mar aberto". Atualmente a construção pertence ao Ministério do Exército, tendo servido em outros tempos para pousos dos que praticavam tiros no polígono da Restinga da Marambaia, quando ainda não tinha sido construída a ponte que liga a terra firme à Restinga, desde 1945/6. Alguns detalhes arquitetônicos da igrejinha indicam que realmente seu fim primordial não foi o templo, mas sim a fiscalização do tráfego negreiro. O primeiro detalhe de realce é a espessura das paredes (mais de um metro), que contrasta com a edificação e servir como templo. Ao lado da igreja existe um barraco de pau-a-pique, cujo telhado, de telhas canal foi removido da igreja, quando a remoção, que pode ser considerado como mais uma prova da tese do então diretor do patrimônio Professor Trajano Quinhões. Além do difícil acesso que não teria levado sacerdotes a edificar templos para atos litúrgicos, as próprias imagens não são típicas da época, principalmente por serem de gesso e não usarem roupas de pano como de costume na época, haja visto as de Parati e Angra dos Reis.

25) IGREJA SÃO SALVADOR DO MUNDO

Estrada da Matriz - Guaratiba.

Num ambiente calmo e encantador, tanto isolado, lá está a igreja, toda branquinha, lembrando os tempos coloniais. De frente para o mar e sua antiga estrada, hoje fazendo parte da planície verdejante. Há uma paz melancólica.Atrás da igreja existe um antigo cemitério (dando frente atualmente para a Estrada da Matriz), transformando num pequeno jardim silvestre numa bela desordem de cores e variedades; ainda pedaços de mármore, alguns com inscrições. Na pilastra da entrada do cemitério, a seguinte data: 1956. Criada em 1º de outubro de 1676 e confirmada em alvará de 12.11.1955 e amovível, pertence ao Arciprestado de N.S. Rainha dos Corações e foi confiado aos P.P, dos sagrados corações de província espanhola.

De 1689 até 1932 funcionavam os padres regulares. De 1932 padres regulares ou congregação. De 1689 12.02.1948 possuiu 52 padres. A igreja já sofreu várias reformas. A sua torre original desabou, o velho sino não mais tocou, desaparecendo, como todas as relíquias. Apenas restou uma imagem. Seu patrimônio foi dilapidado, além de ser saqueado pelos franceses, ficou muito tempo abandonada. Verdadeiramente, o que nos falta é a educação, para compreendermos tudo aquilo que foi feito pelos nossos antepassados. O terreno onde estavam localizados a casa paroquial e o antigo poço (que fornecia água para a região) é atualmente propriedade particular.

26) IGREJA N.S. DO DESTERRO NA PEDRA DE GUARATIBA

Rua Belchior da Fonseca - Final da Praia.

A mais antiga igreja do Município do Rio de Janeiro, edificada antes de 1620, a beira mar, por Jerônimo Cuba e sua mulher Beatriz Gagil. A cerca da construção da ermida corre lenda narrada por Miguel de Souza Coutinho.

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