História de Campo Grande

Síntese da XVIIIª Região Administrativa

Àrea (Km 2) - 310.92

População - 230.672

Densidade Demográfica - 741,9

Estimativa da População Estudantil - 100.000

Domicílios - 53.213

Clima - Quente e Seco

Altitude:

Campo Grande 26m

Santíssimo 47m

Vasconcelos 33 m

Inhoaíba 22m

Cosmos 24m

Natureza do Solo - Basalto Cristalino

Ponto Culminante - Pedra Branca ( parte) - 1024m, o mais alto da G.B.

A Região Administrativa de Campo Grande é famosa pelo seu clima, pela índole de seus habitantes e pelo elevado índice de população estudantil

De 1940/1950, Campo Grande apresentava um dos mais altos incrementos populacionais da Cidade do Rio de Janeiro, 70%. No período de 1950/1960, verificou-se na XVIII ª RA, um extraordinário aumento de população que atingiu o alto índice de 119,5%. Já entre 1960/1970 o crescimento relativo não foi tão acentuado, 31,6%; o período de 1950/1970 apresentou um incremento de 188,8%.

O crescimento da população da XVIIIª RA foi muito superior ao crescimento da Guanabara nos períodos de 1950/1960 - 39,1% e 1950/1970 - 81,5%. A população da região que representava em 1950 - 3,4 % da população da Guanabara, em 1970 passou a representar 5,4%. A análise desses dados vem demonstrar a sua extraordinária evolução de pequeno núcleo para importante centro populoso e progressista.

Até 1939, figurava esta área, juntamente com Realengo, Jacarepagua e Santa Cruz, entre os maiores produtores da laranja, chegando exportar neste ano, 144.577 toneladas de produto. A decadência da citricultura, em função da Guerra, contribuiu de maneira decisiva para que começasse a transformação das propriedades rurais em loteamentos.

O relevo suave, favorável à instalação de loteamento e o fato importantíssimo de Campo Grande dispor de vasta rede de Serviços ( Ensino, Saúde, Igrejas, etc.), e um comércio que se foi expandido e se diversificando, todos esses aspectos estão presentes como condicionamento de extraordinário crescimento da população.

No setor educacional, no período dos últimos dez anos, verificou-se um aumento no número de matrículas, que não só consegue acompanhar o crescimento da população, como chega a superá-lo. A concentração estudantil é uma das mais numerosas do Rio de Janeiro. É bem mais alto o índice de freqüência nos estabelecimentos de ensino

É muito intenso o comércio na região ( 3.300 estabelecimentos aproximadamente), e dos mais variados gêneros.

No que diz respeito à avicultura, Campo Grande atingiu elevado grau de desenvolvimento. Começou a avicultura carioca praticamente em Campo Grande, quando em 1946 foi instalado por Bartolomeu Rabelo, um aviário em bases cientificamente aceitáveis para á época, na Estrada do Mato Alto, em Guaratiba.

Campo Grande é o subúrbio que oferece condições de exercer uma função centralizadora em relação as áreas vizinhas e áreas externas ( Estado do Rio) pela sua posição geográfica, que permite ligações com o centro do Grande Rio, ao nordeste pela Av. Brasil, e ao sul pela Rio-Santos. A Região se comunica com Santa Cruz, Mangaratiba e subúrbios da Central por trem e por ônibus.

Há na Região de Campo Grande, uma reação em marcha.

Aqui está sendo erguida uma nova metrópole, estão vindo as grandes lojas comerciais, e para aqui virão mais indústrias.

Campo Grande destina-se em futuro próximo, a construir-se no que poderíamos chamar de Cidade-Modelo.

Hoje, como, ontem, Campo Grande é uma verdadeira capital.

"Capital Rural do Distrito Federal’, eis como chamavam a localidade até bem pouco tempo. A verdade, porém, é que Campo Grande embora localizada na denominada "Zona Rural"do antigo Distrito Federal, nada ou quase nada apresenta de rural, levando-se em conta a precisa acepção do vocábulo. A designação deve ter permanecido como simples convenção derivada do disposto em documentos oficiais da antiga Prefeitura Municipal, e não como consequência das características regionais.

Tudo faz de Campo Grande um centro importante, sequioso de agigantar-se, de brilhar, não pela iniciativa de uns poucos, mas pelo trabalho conjugado e harmonioso de muitos. Mudada a capital para muito longe, claro é que Campo Grande desperte para atender a sua vocação. Desde centro de peculiaridades expressivas, de vida própria, de finalidade multiplas em todos os domínios, há de partir a glória radiosa capaz de unir todas as energias da Região e dar a esta porção de terra Guanabarina, o lugar que lhe cabe pelo seu passado e pelo seu presente. Todos lutam em torno de um ideal comum de fazer que os legítimos interesses sejam sempre respeitados, que se proclamem os direitos que a destinação se afirme e se realize. Ninguém falte ao chamado. Um com sua enxada, outro com o cinzel, com a pena, aquele com o cajado, mas todos com os braços, com os cérebros, para trabalharem e vencerem, a fim de serem dignos da terra promissora e bela que herdaram, onde todo esforço vale um cântico de primavera, profundo, acolhedor e bom.

DISTRITO INDUSTRIAL DE CAMPO GRANDE

Fica localizado no quilômetro 43, da Avenida Brasil, abrangendo também a Estrada do Pedregoso. Nele está localizado um dos diques secos da Doca do Rio de Janeiro, com um milhão de metros quadrados.

Na XVIII  RA encontramos também, grandes indústrias em funcionamento fora do Distrito Industrial.

A Região Administrativa conta atualmente com 93 indústrias (grande, médio e pequeno porte).

BANCOS

Da alta expressão do comércio da localidade, é índice significativo o número de bancos em funcionamento.

AGROPECUÁRIA

No Rio da Prata, Mendanha e Guaratiba, ainda encontramos estabelecimentos que se dedicam a agricultura e pecuária. Podemos relacionar a nossa produção assim discriminada:

Fruticultura: banana, laranja, manga, abacate, caqui e maracujá.

Olericultura: aipim, chuchu, batata doce, quiabo, jiló e alface-couve.

Pecuária e avicultura: aves, caprino, suinos, bovinos e coelhos.

Funciona em Campo Grande, um escritório da EMATER empresa que atende os lavradores e criadores de Santa Cruz e Jacarepaguá (EMATER - Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio de Janeiro) criada pelo decreto 564/76. A EMATER funciona no Distrito Agropecuário - Avenida Marechal Dantas Barreto, 95 - Campo Grande.

Em Guaratiba temos também atividades pesqueiras. Um Entreposto na Barra de Guaratiba e outro na Pedra de Guaratiba. A Pesca é bem variada: camarão, siri, carangueijo, parati, tainha, robalo, pescada, corvina, garoupa, badejo, enchova,cação, sardinha, espada, etc.

A Estação de Aquacultura, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do RJ, está em pleno funcionamento, na Avenida das Américas - Guaratiba. Sua finalidade é a de fomentar a atividade junto aos pescadores profissionais, empresas interessadas, bem como junto as outras entidades públicas, fazendo inclusive, trabalhos de pesquisas. Também a finalidade é fazer povoamentos e repovoamentos de coleções de água salgada, salobra e doce, visando a continuidade do desfrute dos estoques naturais de organismos aquáticos de valor comercial, bem como sua proteção.

Também na XVIIIª RA, está localizado o Estabelecimento Agrícola de Guaratiba (ex-Fazenda Modelo), onde funciona um viveiro de produção de plantas ornamentais, frutíferas e florestais. Em área do Estabelecimento Agrícola, o Departamento Agrope-cuário cria coelhos londrinos.

A explicação da elevada percentagem de crescimento de Campo Grande, é a transformação de Zona Rural para um núcleo independente. Campo Grande apresenta fisionomia urbana muito semelhante de cidade, com seu importante centro comercial próximo à Estação, ruas bem calçadas, bairros residenciais bem diferenciados socialmente, com praças ajardinadas e monumentos. A classe média abastada e numerosa, radicada desde os tempos do apogeu da citricultura, constituída de comerciantes e de ex-proprietários de laranjas, enriquecidos com loteamentos ou desmembramentos dos mesmos, constituiu uma verdadeira elite, cuja existência se reflete na fisionomia da Região, através de grande número de casas confortáveis

Fatores que caracterizam o desenvolvimento da XVIII Região Administrativa:

- sua extensa área, que vem alcançando autonomia urbana;

- a rede viária que é bem montada, de fácil acesso e conservada por órgãos executivos locais;

- o crescimento populacional;

- o índice elevado do desenvolvimento educacional

- e o seu crescimento econômico.

Campo Grande é um centro de irrigação e de convergências e interesses de todas as populações.

ASPECTO FÍSICO

a) Posição - A Administração Regional de Campo Grande fica situada na Região Oeste do Município do Rio de Janeiro, sobre aproximadamente 1/4 do Município - 25,24%. A Região é quase cercada de montanhas.

b) Área - 286,05 km2.

c) Perímetro - 110 km.

d) Altitude - 286m.

B) Ambiente Geomórfico

1) Geologia e arqueologia

A Região compreendida pela Administração Regional de Campo Grande, apresenta em sua configuração constituição vária, com predominância de terreno quaternário concentrado na baixada de Guaratiba, no vale de Campo Grande, no Campinho e no Mendanha. O lenticular é observado em parte, na Serra Geral de Guaratiba e no Morro de Carapiá.

As ocorrências em granitos são encontradas no Morro de Guaratiba, vários pontos da Serra de Guaratiba, nos morros de Viegas e do Lameirão, na Serra do Mendanha, no vale do Mendanha, no Morro do Cabuçu, na Serra da Capoeira Grande e pequenas concentrações na Serra de Inhoaíba.

No maciço da Pedra Branca predominam granitos plutônicos, do Ordoviciano (Pós Cambriano), que aparecem em todo a sua parte central e sul, a leste e nordeste, gnaides de idade não de Quanto ao saibro, existem várias ocorrências em Campo Grande. A areia quartzosa ocorre na Pedra de Guaratiba, ao passo que a argila aparece em Campo Grande.

Falar da arqueologia em Campo Grande é, até certo ponto, falar da arqueologia do Município do Rio de Janeiro. Isto porque a crônica da pesquisa no Município liga-se desde o início, ao desenvolvimento desta mesma pesquisa em Campo Grande.

Quando, no século passado, o Barão de Capanema (1786:81.89) afirmou dos antigos sambaquis do Rio de Janeiro já nada mais restava, consumidos que foram pelas caieiras, estendendo o termo "sambaqui" a todo e qualquer sítio arqueológico. Somente ao iniciar este século, é que o assunto foi revivido por Backeuser ao mencionar a existência de um sambaqui do Piração, considerando-o, então, como prova do "recuo eustático do Mar" (Backeuser - Conferência a 10 de outubro de 1918, na Escola Politécnica).

Embora esse autor confunda tipologicamente o sítio arqueológico com terraço marinho de Campo do Engenho de Fora, pode-se aí ver o renascimento da pesquisa em terras cariocas: Roquete Pinto (1923-397-9) encarregou-se de estudar os restos humanos encontrados por Backeuser naquele sítio. Os concheiros da região foram considerados por Sylvio Fróes de Abreu como um dos recursos naturais do antigo Distrito Federal. Ainda da região de Guaratiba conhecemos o trabalho de Bigarella (1952:7-195) que se refere aos depósitos conchiferos do lugar.

Ocorre realmente uma considerável ampliação da nossa idéia, sobre a potencialidade arqueológica daquela região com os trabalhos do Dr. Sales Cunha (1963) que ali realizou inúmeros sítios arqueológicos, considerados, ainda, genericamente por ele como sambaquis.

 

Campo Grande mantém a primazia em números de sítios conhecidos. Temos que considerar também na região de Campo Grande a sua vizinhança, inclusive a Praia de Sernambetiba, onde encontramos pelo menos, um sítio arqueológico (Gurrupira - GB-5).

Existem possibilidades de existência de sítios nos extensos campos de Santa Cruz, havendo mesmo uma planificação do levantamento arqueológico da região, pelo Instituto de Arqueologia Brasileira.

Embora anteriormente houvesse confusão na nomenclatura arqueológica, desde a sua padronização, já não se justifica denominarmos todos os sítios de Campo Grande, como sambaquis. Sambaqui (vide Chyns de 1964) é sítio arqueológico onde ocorre o predomínio de material malacológico (isto é: conchas, mariscos, caramujos, etc). Pelas mesmas pesquisas conhecemos ali, um verdadeiro sambaqui, o GB-9 de Araçatiba, parcialmente destruído, na margem esquerda do Rio São João. Os demais sítios que conhecemos na região, ocorre o material conchífero, este é em escala sempre inferior àquela dos demais restos. Os sítios são normalmente de acampamento quando as camadas ocupacionais são pouco profundas, como o GB-1 (Telégrafo), GB-2 (Cerâmico), GB-4 (Capãozinho) - (I) - ou habitação com claras evidências de permanência demorada, como o GB-3 (do Gentio).

Os sítios mencionados localizam-se na região do "apicum", isto é, na planície inundável que se estende entre a baía de Sepetiba e as montanhas do interior e que, em certo trecho é limitada pela Estrada da Matriz. Ali, nas proximidades dos rios Portinho, Piracão e Vala do Rumo, nos pequenos tesos naturais que se espalham como ilhas cobertas de vegetação típica, localizam-se os sítios arqueológicos.

A pesquisa sistemática da região, obedecendo a um programa geral de trabalho, objetivando determinados fins, iniciou-se ali, em 1964/1965. Mais ou menos paralelamente duas equipes trabalharam na região, uma do Museu Nacional, escavou o sítio do Telégrafo (GB-I), outra do Programa Nacional de Pesquisa Arqueológica, obedecendo ao seu método de trabalho, efetuou a prospecção em quatro sítios locais (GB-I, GB-2, GB-3 e GB-4) abrindo oito cortes estratográficos e coletando aproximadamente 3.000 cacos cerâmicos. Das pesquisas efetuadas na região, durante o ano do Programa Nacional de Pesquisa Arqueológica, 1965/1966, resultou a determinação da Fase Guaratiba com cerâmica Tupiguarani.

Além da Fase Guaratiba, ainda no primeiro ano de pesquisas do Pronapa, foi estabelecida a Fase Sernambetiba (Tupiguarani) e a Fase Una, esta com sítio exclusivamente no antigo Estado do Rio. Foi também estabelecida a Fase Itaipú, pré-cerâmica, com farto material elétrico. A tradição Tupiguarani estabelecida durante o II Seminário do Pronapa, em Belém do Pará (1968) pode ter ou não relação com grupos Tupi ou Guarani da Etno-história.

A fase Guaratiba se enquadra, ainda na sub-tradição Corrugada. O material cerâmico é variado, com decoração pintada (engobio branco e suas variantes) e plásticas (sobretudo o corrugado, ungulado, escovado, etc). As formas predominantes são as tijelas de paredes, redondas e os vasos de parede inclinados para fora. Formas carenadas e cambadas são ainda encontradas. (Dias 1967 : 21/23). As bocas são redondas ou elíticas correndo em menor escala as retangulares de ângulos mortos.

Temos para a fase, duas detações estabelecidas pelo C-14. A primeira delas coloca o nível de ocupação 25/40 do Corte Estratográfico 5 do sítio do Gentio, no século XII da nossa era e a segunda, mais antiga, coloca o nível base do sítio do Engenho Velho (GB-6 Governador) no século X da Era Cristã (detalhações do Smithsonian Instituition, nº 433 e 434).

O material lítico desta fase é relativamente pobre, com algumas pedras usadas como percutores, quebra côcos e poucas lascas sem retoques.

Embora conhecendo relativamente bem a arqueologia da região, dado o grande número de sítios ainda existentes é possível que muito venha a ser futuramente relevado, com novas escavações tecnicamente conduzidas.

O problema da adaptação da cultura ao meio ambiente, uma das metas da arqueologia atual, é ali particularmente interessante, dado a configuração peculiar da região do apicum, onde subsiste a maioria dos sítios arqueológicos. Muito podemos saber quando da realização dessas pesquisas, que se tornam cada vez mais necessárias e urgentes, pelo avanço da urbanização.

A incumbência dada ao Patrimônio Histórico, pela Lei 3924/1961, é de zelar pela incolumidade dos sítios, é uma tarefa extremamente pesada, razão pela qual, se torna tão necessário o conhecimento do valor e da importância dos sítios ainda existentes. Sua preservação para o futuro é algo que se impõe, sendo verdadeiro dever do cidadão de Campo Grande impedir a destruição, internacional ou não, desses insubstituíveis marcos da pré-história brasileira.

 

Curiosidade

URNA TUPIGUARANI

Urna indígena que pode ter mil anos, foi encontrada na nossa Região Administrativa em 24.02.1972.

O Diretor do Patrimônio Histórico do ex-Estado da Guanabara Professor Trajado Garcia Quinhões, confirma a descoberta de uma urna na antiga Fazenda da Caieira (atual Fazenda do Areal-Ponta Grossa, Pedra de Guaratiba). Segundo laudo do Instituto de Arqueologia, a urna é uma peça tupiguarani da fase Sernambetiba ou Guaratiba, do século X ao XIV. A urna foi descoberta graças ao historiador Rivadávia Pinto, que comunicou à Divisão, ter encontrado "no meio do mato, um marco com a coroa imperial".

 

URNA TUPIGUARANI

Forma Periforme

Borda Cambada

Decoração espaduada

45cm. de altura

56cm. de largura

Sítio em areal, com casos superficiais.

 

Vulcão

Com antigas crateras foi constatada, no Pico do Marapicu, de tufos vulcânicos no Morro José, nos Limites do antigo Estado do Rio de Janeiro, pelo Instituto de Arqueologia Brasileira. As atividades vulcânicas da Região, num passado muito remoto foram admitidas em 1897 por Derley. Em 1936, Alberto Lamego localizou o ponto exato dessas atividades, o vulcão do Mendanha. As rochas analisadas pelo Departamento de Produção Mineral do Ministério de Minas e Energia, eram restos de lava solidificada, inclusive a rocha típica da área, é o mendanito.

 

RESERVA BIOLÓGICA E   ARQUEOLÓGICA DE GUARATIBA

(Criada pelo Decreto "E" Nº 7.549, de 20.11.74)

Art. 1º - Passa a constituir reserva biológica e arqueológica, na Região de Guaratiba, sem prejuízo de autorizações concedidas pelo Governo do Estado, para pesquisas culturais e científicas, a área que abrange terrenos de marinha, de acrescida da marinha e de mangues delimitados pelo Serviço de Patrimônio da União, do Ministério da Fazenda, cujo perímetro se desenvolve da seguinte forma: a partir da foz do Rio Piracão subindo esse rio, segue o limite da Fazenda Modelo de Guaratiba, de propriedade estadual, até a estrada da Matriz, continua por essa estrada até a estrada da Ilha, e, por esta até a estrada Velha de Guaratiba, atingindo a ponte que liga a Restinga da Marambaia ao continente prossegue o perímetro, a partir dessa ponte, pela costa sul do canal do Bacalhau e do canal do Pau Torto, até atingir um ponto a sudoeste da Foz do Rio Piracão, continuando por esse rumo até o ponto inicial, fechando-se assim o perímetro.

Art. 2º - A Fiscalização da ocupação, a manutenção e a conservação da área da Reserva Biológica e Arqueológica limitada no artigo 1º, é da competência da Secretaria de Abastecimento e Agricultura que em perfeito entrosamento com a Procuradoria-Geral do estado e com o Departamento do Patrimônio da Secretaria de Justiça, fará os necessários contatos com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), com os Ministérios do Exército e da Marinha e com o Serviço de Patrimônio da União, do Ministério da Fazenda.

Art. 3º - A Secretaria de Obras Públicas, através de seus órgãos, competentes, cabem a execução de novos logradouros ou caminhos públicos e a manutenção dos existentes na área da Reserva, bem como a transformação da mesma no parque público, sempre em estreito entendimento com os órgãos referidos no artigo 2º e com o Grupo de Trabalho instituído no artigo 4.

Art. 4º - Fica instituído o Grupo de Trabalho, destinado a orientar e coordenar os projetos das áreas das Reservas Biológicas Estaduais.

Parágrafo 1º - Os membros constituintes dos Grupos de Trabalho serão nomeados pelo Governador do Estado.

Parágrafo 2º - O Grupo de Trabalho, composto de 8 membros, será presidido pelo representante da Secretaria de Planejamento e Coordenação Geral e completado por um representante da Fundação Brasileira. Para a Conservação da Natureza e de cada um dos seguintes órgãos Estaduais: - Secretaria de Abastecimento e Agricultura

- Secretaria de Ciência e Tecnologia

- Procuradoria de Patrimônio Imobiliário da Procuradoria Geral do Estado

- Departamento Geral de Projetos

- Secretaria de Obras Públicas

- Divisão do Patrimônio Histórico e Artístico da Secretaria de Cultura

- Departamento de Patrimônio da Secretaria de Justiça

Na Reserva Biológica e Arqueológica de Guaratiba fora identificados 105 sítios arqueológicos. A Reserva Possui uma área de 33 km2. Situa-se na baixada de Guaratiba, constituindo-se em um dos últimos trechos de Manguezal da costa do Rio de Janeiro.

 

MANGUEZAIS

Localizados em Guaratiba. Pela Deliberação 63, da Comissão Estadual de Controle Ambiental (CECA), manguezal é um conjunto de comunidades vegetais lenhosas que se estendem pelo litoral tropical situadas em reentrânsias da costa, próximas a desembocaduras de cursos d’água, e sempre sujeitas a influência das marés.

Considerações diversas:

- Apresenta condições ótimas para estudos e pesquisas científicas.

- Contém sambaquis.

 

OROLOGIA

Caracterização da área da Administração Regional de Campo Grande:

 

* SERRAS

1- Marapicu: Morros Maciço de Gericinó

Marapicu / altitude 631

Manoel José / altitude 300

 

2- Mendanha: Morros Maciço de Gericinó

Guandu ou Leivas / altitude 134

Mariano / altitude 120

Salvador / altitude 160

Curangaba/altitude 120

Boavista/altitude 140

 

3- Bangu: Morros Maciço Pedra Branca/Núcleo Central

Bandeira (parte)/altitude 957

Pedra Branca (parte) / altitude 1024

 

4- Rio da Prata ou Cabuçu: Morro Maciço Pedra Branca/Núcleo Central

Caboclo / altitude 571

Cabuçu / altitude 569

Redondo / altitude 358

Santa Bárbara / altitude 860

 

5- Viegas e Lameirão: Morro Maciço Pedra Branca / Núcleo Central

Viegas / altitude 305

Lameirão / altitude 482

 

* CONTRA FORTE OCIDENTAL

Saco: Morro Maciço Pedra Branca / Núcleo Central

Capitão Inácio / altitude 250

Cavado / altitude 150

Carapiá / altitude 100

 

* CONTRA FORTE MERIDIONAL

1- Tocas: Morros Maciço Pedra Branca/Núcleo Central

Toca Grande (parte)/altitude 555

Toca Pequena (parte)/altitude 450

Cambugui/altitude 545

2-Morgado: Morro Maciço Pedra Branca/Núcleo Central

Morgado (parte)/altitude 344

Ilha (parte)/altitude 434

Boavista/altitude 320

3- Bicas: Morro Maciço Pedra Branca/Núcleo Central

Santo Antônio da Bica (parte)/altitude 475

Cabeça de Boi ou Capim Melado/altitude 350

Faxina (parte)/altitude 350

4- São João: Morro Maciço Pedra Branca/Núcleo Central

Barra de Guaratiba/altitude 354

* Maciços Rurais Destacados

1- Posse: Morro Maciços Rurais Destacados

Posse/altitude 200

Luiz Boni/altitude 100

Santíssimo/altitude 50

2- Paciência: Morro Maciços Rurais Destacados

Paciência (parte)/altitude 278

Morro do Furado

3-Inhoaíba: Morro Maciços Rurais Destacados

Santa Eugênia (parte) / altitude 278

Luiz Barata / altitude 200

Santa Clara / altitude 100

Cantagalo / altitude 100

Inhoaíba / altitude 100

4- Covanca: Morros Maciços Rurais Destacados

Pedra / altitude 221

Capoeira Grande / altitude 100

Redondo/altitude 100

Catruz / altitude 100

Ponta Grossa / altitude 100

NOTA:

Possui ainda Região, morros isolados, tais como: Morro dos Albino (100m), do Pedregoso (50m), da Bandeira (50m), do Colégio Laurindo, Monte Alegre e Papagaio.

HIDROGRAFIA

a) ILHAS: Ilhas existentes na área da XVIII RA.

No Oceano Atlântico - (área de 1000m2).

Frade - 8,7

Guaraquessaba - 5,0

Rasa - 127,0 (ponto extremo sul do Município)

*Longitude Oeste: 43º 33’ 42"

*Longitude Sul : 23º 04’ 51"

Urubu - 2,4

Na Baía de Sepetiba

Baleias - 113,7

Bom Jardim - 1165,0

Cavado - 149,2

Nova - 70,00

Suruguai - 169,4

b) CANAIS: Bacalhau, Pau Torto e Pedrinho.

c)RIOS: Os principais rios que fazem curso na Região são os seguintes:

Designação: Localização:    Extensão:

1- Cabuçu (1) Morro da Pedra Branca Baía de Sepetiba - 22,5

2- Guandu Sape (2) Morro do Guandu Rio Itaguaí - 19,5

3- Portinho Serra do Caboclo Barra de Guaratiba - 11,2

4- Cachorros Serra do Lameirão Rio Itaguaí - 10,0

5- Viegas Serra do Bangu Rio Sarapuí - 3,7

6- Itapuca Santana do Itapuca Barra de Guaratiba - 3,0

7- Piracão Campo do Engenho de Fora Baía de Sepetiba - 2,7

8- João Correa  Santana de Itapuca Barra de Guaratiba - 2,2

9- São João do Campo Santana de Itapuca Barra de Guaratiba - 2,1

10-Rio Campinho

NOTA:

(1) - Nasce como Rio da Prata do Cabuçu da Pedra Branca. Tem denominação de Cabuçu em Campo Grande, de Piraquê mais abaixo, em Guaratiba, pode ser anotado sob os nomes de Cabuçu ou Piraquê.

(2) - Nasce como Guandu-Mirim ou Tingui.

RIQUEZAS NATURAIS

Por ser reserva considerada florestal, a mata existente na Região não é objeto de exploração comercial.

Estão subordinadas à Delegacia Estadual do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (Autarquia do Ministério da Agricultura) - Rua Pacheco Leão, 2040 - Gávea, as florestas do Mendanha, Rio da Prata do Cabuçu, Engenho Novo de Guaratiba, todas integrantes de bacias hidrográficas de captação à água para o abastecimento da população.

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