História de Campo Grande

História de Campo Grande após 1940

COLÉGIO BELISÁRIO DOS SANTOS

SEU HISTÓRICO

Prof.ª Luiza Pereira Tavares

O tradicional Colégio Belisário dos Santos, tem esse nome em homenagem a um tio avô de Dr. Helton - Padre Belisário dos Santos.

Situado na Rua Augusto de Vasconcelos, em Campo Grande, foi fundado a seis de março de mil novessentos e quarenta e um (06/03/1941), sob a direção Dr. Helton Álvares Veloso de Castro.

Graças à sua dedicação e de um pequeno grupo de professores, o Colégio desenvolveu-se rapidamente.

No início, só o primário funcionou com uma turma de 1ª série, confiada à professora Lucília Leal Carneiro; uma de 2ª série dirigida pela professora Lourdes Braga; a 3ª série teve a orientação da professora Déa Garcia Quinhões; a 4ª série ficou sob a direção da professora Luiza Pereira Coelho (1ª convidada para trabalhar no colégio) e finalmente, uma turma de admissão, orientada pelos professores Jesse Targine e Jair Tavares de Oliveira, que também assumiu provisoriamente a secretaria. Mais tarde substituido por Maria Inês Pereira. Formou-se ainda uma turminha de Jardim de Infância, cuja responsável foi a professora Odete.

Em pouco tempo as matrículas se multiplicavam assustadoramente. As turmas crescia, o admissão desdobrou-se logo e parte passou a funcionar à tarde.

Tudo ia bem. O aprendizado, a disciplina rigorosa e a convivência amiga de mestres e alunos.

FUNCIONAMENTO DO COLÉGIO

Entrada 7:40h. Alunos rigorosamente uniformizados. Meninos: farda cáqui, camisa branca e gravata preta. Meninas: saia pregueada azul-marinho com suspensório, blusa branca. Sapatos pretos para todos. O emblema era o mesmo usado hoje, porém bordado.

Os alunos chegavam, dirigiam-se ao pátio, arrumavam-se em filas; era hasteada a Bandeira Nacional, cantavam um hino e em seguida, acompanhados de seus professores, entravam nas salas e começavam as aulas.

O recreio, às 9:45h, durava apenas meia hora e a saída, quinze para o meio dia.

Aos sábados eram ministrados trabalhos manuais. Para as meninas: bordados, flores, crochê e para os meninos trabalhinhos de madeira, massa e desenho.

E assim nesse clima de atividade intensa, mas de muita compreenção, chegamos a setembro, (Semana da Pátria).

O colégio desfilou com muito garbo, nas principais ruas de Campo Grande, tendo à sua frente o Diretor e professores, dando os seus alunos exemplo de patriotismo. As bandeiras Nacional, do Distrito Federal e a do colégio foram conduzidas por alunos que mais se destacavam nos estudos.

A 1ª bandeira do Belisário, foi confeccionada pelas professoras Luiza Coelho e Lourdes Braga. Era de cetim azulão, tendo no centro, o grande e tradicional emblema amarelo ouro, desenhado pelo professor Jesse Targine.

Os meses se passaram. Fim de ano muito próximo. Mas tudo ia bem. Chegaram as provas finais. Resultados excelentes.

Afinal: Encerramento do ano letivo - 21 de dezembro de 1941. Alegria total. Aprovações em massa; prêmios, exposição de trabalhos manuais. Enfim, nada ficou a desejar.

INÍCIO DE 1942

Grande acontecimento na História do Belisário. Dr. Helton realizou o sonho de sua vida, instalado em Campo Grande, um ginásio, pois na época só existiam a Escola de Santa Cruz e o Ginásio Arte e Instrução, em Cascadura. Funcionando à tarde, o curso ginasial (depois de realizadas as provas de admissão), constava de quatro turmas mixtas: A, B, C, D mais uma de 2º ano (alunos transferidos).

O corpo docente ficou assim constituído:

Cr. Helton Veloso - Português

Prof. Enéas Assunção - Matemática

Profa. Janette Mirandela - Francês

Prof. Murilo Veloso - Geografia

Profa. Luiza Coelho - História

Prof. Daniel Fonseca - Desenho

Prof. Arnaldo Arzua - Educação Física

Prof. Aristéa F. Alemão - Música

Funcionários administrativos:

Dr. Manoel M. Torres - Inspetor Escolar

Dr. Alexandre Veloso - Tesoureiro

Zélia Miguel - Secretária

Dr. Athaide Reis - Inspetor de aluno

1943 - Rítmo escolar sempre crescente. Novos professores contratados, entre eles destacou-se o professor Manoel da Silveira Porto Filho, para as cadeiras de Latim e Português. Este emérito educador, acatou com sua bondade, cultura e modéstia, a amizade de todos que o conheceram: alunos, colegas de magistério e amigos em particular.

Neste mesmo ano, foi convidada para trabalhar no Belisário, a Professora Nélia Gonçalves que também muito produziu pelos conhecimentos possuidos, passando mais tarde à coordenadora.

1944 - Primário e Ginásio caminhavam em rítmo acelerado de trabalho e progresso.

1945 - Término do curso da 1ª turma do ginásio. Formatura, álbum, festa, etc.

Paraninfo: Prof. Manoel da Silveira Porto Filho.

Esta turma, constituída de alunos estudiosos, disciplinados e amigos, forma hoje um grupo unido que se reune todos os anos, num almoço muito cordial. Neste encontro, como ex-professores da turma, só comparecem Dr. Helton Veloso e a Professora Luiza.

O tempo passou... Mas o Belisário dos Santos, segue sua marcha de trabalho e disciplina, como no início.

Houve modificações na estrutura escolar. Foram criados vários cursos, chegando a funcionar à noite o 3º turno.

Rodoviária de Campo Grande: Uma história a ser contada

O começo do Terminal Rodoviário de Campo Grande foi no dia 13 de julho de 1976, quando o prefeito Marcos Tamoyo vem a Campo Grande, cumprir promessas feitas, quando sua primeira visita ao bairro, em novembro de 1975, ocasião em que o então Administrador Regional, Moacir Bastos, que acumulava cargo de presidente da Associação Comercial, pediu ao Prefeito, a construção de uma rodoviária. Após a apresentação do projeto, considerado viável, foram iniciados os estudos para o começo das obras, que a princípio seriam financiadas pelas empresas de ônibus, mas que acabaram nas mãos da FUNDREM - Fundação para o Desenvolvimento da região Metropolitana.

Em 13 de julho de 1976, então o prefeito percorre juntamente com o Administrador, a área onde seria construída a Rodoviária, no antigo DLU, na Rua Aurélio de Figueredo, e cujas obras teriam início em dezembro deste mesmo ano.`

ESCOLHA NÃO AGRADA

A escolha desta área para a construção da Rodoviária não satisfaz algumas empresas de ônibus, principalmente as aviações Santa Sofia e Campo Grande. O diretor da primeira, Sr. Joaquim, afirma que o ideal seria uma rodoviária que satisfizesse os dois lados, já o diretor da segunda é de opinião que seriam necessárias duas rodoviárias; uma para os ônibus que chegam de Sepetiba, Santa Cruz, etc... e outra para os ônibus que chegam da cidade.

INÍCIO DAS OBRAS

Em 5 de maio de 1977, vencida a etapa das desapropriações, vê-se finalmente, o início das obras, com finalização prevista para fevereiro de 1978, com entrega das pistas em novembro deste mesmo ano, a Rodoviária gera controvérsia a respeito das desapropriações das lojas comerciais concentradas na Rua Engenheiro Trindade com Augusto Vasconcelos. A maioria dos comerciantes da área, não tinha certeza da doação de novas lojas na rodoviária e todos eles acreditam que se lhe fosse doado um boxe na rodoviária, só teriam a lucrar.

TERMINAL COMEÇARÁ A FUNCIONAR EM 1979 -Em 12 de novembro de 1977, nosso jornal anuncia que o Terminal Rodoviário iria começar a funcionar em 1979, com vagas de ônibus, plataformas de acostamento, vagas de estacionamento, oficina para manutenção ligeira e 5 salas para empresas de ônibus, tudo em uma área de 13 mil metros quadrados.

 E CONTINUA A POLÊMICA

Em 23 de junho de 1978, nova matéria sobre a polêmica que continuava, principalmente quanto à data para o término das obras. As autoridades afirmavam que o começo de seu funcionamento seria em 79 mas havia dúvidas, já que as eleições prometiam mudanças

VISITA DO PREFEITO

Em 15 de setembro de 1978, o Prefeito Marcos Tamoyo visita as obras da rodoviária, em companhia do Diretor da Rede Federal para a Divisão especial de subúrbios do Grande Rio, coronel Aloysio Weber. Com a área de 15 mil metros quadrados, o Terminal estaria marcado para ficar pronto em janeiro de 1979, com 34 pontos de ônibus, onde estacionariam 186 carros de 14 linhas normais e 2 especiais, além de ter lanchonete, refeitório, vestiários, cozinha, lojas comerciais, posto policial e centro de informações, obras que custaram Cr$100 milhões e que para sua realização fora necessárias 37 desapropriações de móveis.

COMÉRCIO REVOLTADO

Em 2 de fevereiro de 1979, publicamos uma matéria sobre a revolta do comércio com os líderes políticos. Tamoyo não cumpre a promessa feita em maio de 1976, quando, em reunião com os comerciantes na regional, afirmou que estes, teriam uma loja na rodoviária, em troca da pequena indenização que receberam.

RITMO LENTO DAS OBRAS

Em 23 de fevereiro de 1979, nova matéria, desta vez, sobre o ritmo das obras que permite a conclusão de algumas partes do terminal, o adiantamento da licitação, aliado ao mau tempo reinantes, fatores estes, que juntos levaram as autoridades a adiarem a inauguração para 8 de março .

FINALMENTE A INAUGURAÇÃO

Após 3 anos de espera, finalmente é inaugurado no dia 8 de março, o Terminal Rodoviário de Campo Grande, abrigando 40% dos ônibus locais e em 21 de setembro de 1979, algumas lojas começaram a funcionar nesta área, apesar do prédio não possuir ainda o Habite-se, pelo fato de que os aluguéis já estavam sendo cobrados.

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