História de Campo Grande

CAMPO GRANDE IMPERIAL 1883

Tomando por base o ano de 1883, verificou-se ser a Freguesia de Nossa Senhora do Desterro de Campo Grande a mais importante entre as chamadas "Freguesias de Fora da Cidade".O Município Neutro contava 21 Freguesias, sendo 13 urbanas e 8 suburbanas.

URBANAS:

Candelária

Engenho Novo

Espírito Santo

Glória

São Francisco Xavier do Engenho Velho

São José

Sacramento

Santana

Santo Antonio dos Pobres

Santa Rita

São Cristóvão

São João Batista da Lagoa

Em relação à população, as Freguesias urbanas possuiam 46.229 habitantes sendo 34.857 livres e 11.372 escravos.

FREGUESIAS SUBURBANAS:

Freguesias e População:

Nossa Senhora do Desterro de Campo Grande: Livre 6.931/Escravos 2.826.

São Salvador do Mundo de Guaratiba: Livre 5.874/Escravos 1.760

Nossa Senhora da Ajuda da Ilha do Governador: Livre 3.342/Escravos 382

São Tiago de Inhaúma: Livre 6.128/Escravos 1.316

Nossa Senhora do Loreto de Jacarepaguá: Livre 5.627/Escravos 2.591

Senhor Bom Jesus do Monte da Ilha de Paquetá: Livre 1.409/Escravos 903

Curato de Santa Cruz: Livre 2.680/Escravos 328

Nossa Senhora da Apresentação de Irajá: não consta os dados.

A Freguesia de Campo Grande limitava-se pelo norte com São João de Meriti e Marapicu; pelo sul, Guaratiba e Jacarepaguá; pelo leste com Irajá e ao oeste, Santa Cruz.

Além da Igreja de Nossa Senhora do Desterro a Freguesia contava com as seguintes Capelas:

Nossa Senhora da Conceição no Realengo; Nossa Senhora da Lapa, no Viegas; Nossa Senhora do Loreto, no Lameirão; a de Santo Antonio, na Fazenda do Capitão Luiz Fernandes Barata e a de Santana, na Capoeiras.

CAMPO GRANDE 1888

Em 1888, a população da Freguesia era aproximadamente de 9.757 habitantes. 7.081 livres e 2.676 escravos.

A Freguesia tinha 5 léguas de extensão e 4 de latitude. Dividia-se em 2 povoações: Nossa Senhora do Desterro em Campo Grande (com Igreja Matriz) e Realengo (com Capela Filial). Em Realengo achavam-se estabelecidos o Quartel, a Escola de Tiro e o Novo Arsenal de Guerra (em construção).

Além do importante e magnífico edifício da Igreja Matriz, existiam as 5 capelas: Nossa Senhora da Conceição; a do Viegas, Nossa Senhora da Lapa; a do Lameirão, de Nossa Senhora do Loreto; a do Santo Antonio, na Fazenda do Capitão Luiz Fernandes Barata; e a de Sant’Ana, na Fazenda de Capoeiras, em 1888 pertencente a Marcelino da Costa Borges.As Missas eram celebradas nos dias santificados às 9 horas da manhã.

Atravessava esta Freguesia o Ramal de Santa Cruz, que tinha duas estações, sendo uma, a do Realengo, e outra, a de Campo Grande, ficando esta distante da Igreja Matriz 5 minutos.

A Igreja Matriz de Campo Grande que fora vítima de um incêndio em 1º de outubro de 1882, em 1888 já estava reconstruída e funcionando.

Municipalidade:

Joaquim de Oliveira Santos - Fiscal do 1º Distrito;

Marcelino da Costa Borges - Suplente;

Manoel Goulart Martins e Silva Fiscal do 2º Distrito;

José Antunes de Azambuja - Suplente.

Justiça:

Jacinto José de Sant’Ana - Alferes Juiz de Paz;

Leonardo de Moraes e Souza - Alferes Juiz de Paz;

Luiz Antunes Gonzaga Suzano - Major, Juiz de Paz;

Antonio Pereira Campos - Escrivão;

Pedro Alexandrino Cardoso - Escrivão.

Polícia:

José Severino Giesteira - Cap., Subdelegado; José Clemente Marques - 1º Suplente;

José Antonio da Silva Guimarães Filho - 2º Suplente;

Luiz Fernandes Barata - Cap., Suplente 3º

Correio:

Antonio Lourenço Mendes - Inhoaíba, Ag.

Manuel Teixeira Paixão - Mendanha, Ag.

Antonio da Glória Dantas - Lameirão, Ag.

Joaquim Luiz da Silva - Largo da Matriz, Ag.

José Joaquim de Sant’Ana - Rio da Prata, Ag.

Partida e Chegada dos Correios.

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